quinta-feira, 6 de outubro de 2016

11 PERIGOS ESCONDIDOS NA ESCOVA DE DENTE

De aliadas na hora da higiene bucal a vilãs da saúde se não forem bem cuidadas e limpas, as escovas de dente – muitas vezes negligenciadas na pia do banheiro, na gaveta do escritório ou no fundo da bolsa – merecem mais atenção do que você está acostumado a dedicar a elas. Entenda por que e saiba como higienizar corretamente a sua escova.

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1) Contaminação das cerdas
Dez entre dez escovas estão contaminadas após o primeiro uso. Isso porque, após a escovação, as bactérias da flora bucal são transferidas para as cerdas das escovas que, úmidas, se tornam o local ideal para a proliferação dos germes. “É claro que uma bactéria que convive em equilíbrio na flora bucal do indivíduo não é a princípio um risco, mas quando transmitida à escova dental ocorre a formação de colônias e assim pode se tornar potencialmente patogênica”, explica a dentista Sandra Duvoisin.

2) Banheiro: aliado ou inimigo?
Além das bactérias, fungos e vírus que se alojam nas cerdas, deixar as escovas expostas no banheiro pode comprometer a saúde. Mesmo sendo destinados à higiene pessoal, os banheiros são também o local mais perigoso do ponto de vista da contaminação. As descargas dos vasos sanitários liberam diferentes tipos de bactérias e coliformes fecais. Essas gotículas contaminadas podem atingir até seis metros de altura e permanecer por horas circulando no ambiente. Imagine a sua escova ali, exposta na pia do banheiro.

3) Insetos no ambiente
Por mais limpo que seja o seu banheiro, o local está sujeito à entrada de insetos e outros bichos, como formigas, moscas, mosquitos, lagartixas, mariposas, aranhas e baratas. O problema é que eles costumam aparecer quando você menos espera, e muitas vezes não está por perto para o flagrante. Imagine tudo o que pode “transitar” por sua escova enquanto você está no trabalho, na escola, em viagem ou dormindo. Melhor nem pensar! Será?

4) Risco de doenças
Embora sejam, incontestavelmente, as protagonistas na hora da higiene oral e dos cuidados com a saúde bucal, as escovas – se contaminadas – podem transmitir uma série de doenças, algumas graves. Os problemas vão de periodontite, gengivite, cáries, diarreia, faringite, infecções de ouvido e problemas respiratórios a meningite, pneumonia e cardiopatias. “Sem a correta higienização, as escovas acabam se transformando em disseminadoras de doenças e os micro-organismos da boca e do meio ambiente podem ser transportados para o coração, pulmões e estômago”, alerta a pesquisadora Sandra Duvoisin, doutora em Ciências Biomédicas.

5) Escovas compartilhadas
A higiene oral é um hábito individual. Por isso, nem pense em dividir a sua escova de dente com alguém da família. Opte por modelos ou cores diferentes, para evitar confusão na hora do uso, e escolha sempre cerdas macias. Além disso, não se esqueça de fazer a troca da escova a cada três meses, no máximo, conforme orientação dos órgãos mundiais de saúde bucal. A substituição deve ser antecipada caso as cerdas estejam deformadas antes deste prazo ou a escova apresente acúmulos de sujeira, como aquelas manchas escurecidas na base das cerdas.

6) Recipientes coletivos
Se o hábito de escovar os dentes deve ser único e individual, o local que você escolhe para guardar a escova também. Não deixe todas as escovas no mesmo potinho sobre a pia, pois os germes alojados nas cerdas podem “migrar” para as escovas vizinhas, ampliando o risco de doenças e infecções. Gripes, viroses e outros problemas de saúde são facilmente transmitidos porque os vírus, fungos e bactérias circulam livremente entre as escovas e não raramente a doença de um membro da família acaba sendo transmitida para outra pessoa.

7) Estojos e capinhas protetoras 
As capinhas e estojos não protegem a escova dental, muito pelo contrário. Ao manter as cerdas úmidas e quentes, esses porta-escovas contribuem ainda mais para a proliferação de micro-organismos. Depois de tirar o excesso de água das cerdas, deixe as escovas secando em local arejado e longe do vaso sanitário. A bolsa e necessaire também não são os melhores lugares para guardar a escova dental, a menos que você precise transportá-la. Dos males, o menor. Mesmo que os acessórios não sejam ideais, pelo menos evitarão a contaminação por germes e sujeiras do ambiente, mas, ao chegar em casa, a escova dental deve ser higienizada e armazenada adequadamente.

8) Secar as cerdas 
Embora a orientação seja: lave a escova em água corrente e seque as cerdas antes de guardá-la, não há um método eficaz para cumprir esta orientação. Para secar as cerdas, o melhor jeito ainda é dar batinhas na escova para remover o excesso de água e deixá-la em um local arejado. Mas lembre-se: esfregar os dedos, usar a toalha do banheiro ou secar em guardanapos pode comprometer ainda mais a higiene da sua escova. E jamais utilize o secador de cabelos para esta finalidade.

9) Halitose
Cerca de 60 milhões de pessoas no Brasil sofrem por causa do mau hálito. A dentista Sandra Duvoisin explica que existem mais de 600 tipos de bactérias na cavidade oral, muitas delas capazes de produzir gases com odor desagradável devido à metabolização de materiais orgânicos como restos de alimentos. Além disso, mais de 90% das halitoses são causadas pela ação da flora bacteriana natural presente na orofaringe – boca (incluindo língua, palato, gengivas e dentes) e parte da garganta logo atrás da boca (base da língua, amígdalas, parte lateral e posterior da garganta). Por isso, manter a escova de dente limpa e caprichar na higiene bucal ajudam a eliminar o mau hálito.

10) Pais e filhos
Por mais vigilantes que os pais sejam com seus filhos, alguns detalhes do dia a dia passam despercebidos. E as escovas de dente estão nesta lista. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP realizada em 2008, de cada 40 mães de bebês entre 1 e 3 anos, apenas uma se preocupava com a desinfecção da escova dental. Já entre as mães de crianças de 6 a 12 anos, das 40 consultadas, nenhuma fazia a higienização. O levantamento revelou outro dado preocupante: apenas quatro participantes do estudo disseram ter recebido alguma orientação sobre os cuidados com as escovas após o uso.

11) Atenção com crianças, gestantes e idosos
Por serem mais suscetíveis a doenças, algumas faixas etárias precisam redobrar os cuidados com a saúde. E isso inclui os cuidados com a higiene das escovas. Segundo a odontopediatra Sandra Duvoisin, algumas doenças comuns na infância são transmitidas por secreções da mucosa, saliva ou gotículas respiratórias, como o sarampo, caxumba, catapora, hepatite A, rotavírus e bronquiolite. Há ainda problemas respiratórios, gripes, candidíase (sapinho), estomatite, herpes, infecções urinárias e de pele, cáries, escarlatina e meningites. “É pela boca também que entram as enterobactérias e os coliformes fecais. Por isso, cuidar da higiene bucal das crianças, idosos e gestantes é um hábito essencial que, além de manter dentes e boca saudáveis, também protege contra doenças”, alerta a dentista, autora do livro “Cássio e a Fada dos Dentes” (Ed. Ithala, 2009).

CUIDADO DENTAL PARA OS IDOSOS

Resultado de imagem para idosos sorrindoInclusive se você não foi constante no uso de fio dental durante os anos de sua infância ou adolescência (ou inclusive quando tinha vinte ou trinta anos), nunca é tarde demais para obter os benefícios do uso diário de fio dental.
Nunca é tarde demais
Fatores de risco
O cuidado bucal em geral e o uso de fio dental em particular têm especial importância para os adultos idosos, dado que estão em situação de risco aumentado de doença das gengivas devido a diversos fatores:
  • Envelhecimento geral: inclusive se você tem uma boa saúde geral, à medida que envelhece começará o recesso de suas gengivas. O uso diário de fio dental contribui para promover a saúde de suas gengivas e freará este recesso.
  • Osteoporose: A osteoporose é comum em adultos de idade média e em idosos. As investigações demonstram que a saúde oral pode estar relacionada com osteoporose de várias formas. Os estudos demonstraram que a doença periodontal pode ser um indicador de osteoporose subjacente, e os estudos em mulheres com osteoporose demonstraram que elas apresentam maior risco de doenças nas gengivas.
  • Boca seca. A boca seca, ou xerostomia é um problema do cuidado dental que pode passar sem ser detectada em adultos idosos, porque eles não observam esse fato por si mesmos e não o mencionam aos seus médicos ou dentistas. A boca seca pode incrementar o risco de doença das gengivas porque não existe suficiente saliva para eliminar por lavagem as bactérias e partículas de alimento que podem provocar a doença das gengivas, se permitida sua acumulação. Certos tipos de medicamentos, inclusive os antidepressivos e alguns anticonvulsivantes, podem contribuir para causar boca seca. Leia os possíveis efeitos secundários de todos os medicamentos que você toma, e se a boca seca estiver na lista, seja cuidadoso com a escovação dos dentes e com o uso de fio dental.
  • Síndrome de Sjögren. Este transtorno autoimune pode acontecer em qualquer idade, mas é mais freqüente em mulheres menores de 40 anos. Os dois sintomas mais comuns são olhos e boca extremamente secos. Se você tiver síndrome de Sjögren, a falta de saliva incrementa o risco de cárie, e é importante escovar os dentes depois de cada comida, e usar fio dental pelo menos uma vez ao dia. O profissional dentista também pode sugerir um enxágue antimicrobiano para ajudar a manter as bactérias afastadas.
Não viva no passado
Alguns adultos podem estar preocupados com o perigo de perder os dentes porque não prestaram atenção à higiene oral no passado. Embora os antecedentes de higiene oral inadequada incrementem o risco de perda de dentes, o cuidado preventivo da saúde oral pode reduzir esse risco. Os resultados de um estudo de 736 homens adultos demonstraram que os que tinham hábitos de cuidado oral saudáveis, inclusive uma combinação de escovação de dentes, uso de fio dental e consultas regulares ao dentista, tinham maior probabilidade de manter seus dentes à medida que envelheciam, em relação aos que não seguiam tais hábitos. Os homens com antecedentes mais prolongados de saúde oral adequada tinham maior probabilidade de manter os dentes, mas inclusive os que seguiam uma rotina constante de saúde oral durante um período mais curto tinham menos probabilidade de perder dentes, em relação aos que não seguiam uma rotina constante de cuidado bucal.
A tecnologia facilita o uso de fio dental
Para os adultos idosos pode ser mais difícil o uso diário de fio dental. Se você ou algum conhecido idoso tem problemas para usar fio dental padrão, prove com um aparelho elétrico que limpa entre os dentes e estimula as gengivas, e facilita o uso feito por mãos instáveis ou fracas.
Inclusive se você não tem todos os seus dentes, o cuidado oral é importante. Para os adultos idosos que preferem o uso de um fio dental em lugar de um aparelho elétrico, o fio dental esponjoso pode ser uma boa escolha, pois está fabricado em fibra de náilon que se estira e ocupa os espaços entre os dentes. Desta maneira, pode limpar as partículas de alimento destes espaços melhor que o fio dental padrão. O fio dental esponjoso também pode ser uma boa opção para adultos que têm pontes, ou outros tipos de dispositivos dentais.
Envelhecer com confiança
A saúde oral é um fator importante no envelhecimento saudável. A manutenção da saúde dos dentes e das gengivas significa impedir que as bactérias encontrem uma via para ingressar na corrente sangüínea para causar infecções. O uso diário de fio dental fornece a você (ou a quem cuida de uma pessoa idosa que requer ajuda) uma oportunidade de examinar os lábios, as gengivas, os dentes e a língua com relação a qualquer problema, por exemplo aftas, gengivas sangrantes ou dentes soltos ou danificados. A detecção precoce de problemas é chave para reduzir o risco de sofrer transtornos graves tais como gengivite, que poderiam conduzir à perda de dentes, se não forem tratados.

VÁ AO DENTISTA A CADA SEIS MESES E GARANTA A BOCA LIMPA


Todo mundo sabe que passar fio dental e ir ao dentista é importante para a saúde bucal. Mas com que frequência essas práticas devem ser realizadas? Para esclarecer essas e outras dúvidas sobre o tema, consultamos a ortodontista Nelly Sanseverino, que listou os fundamentos para um sorriso bonito e saudável.

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Visitas ao dentista
As visitas ao dentista devem ocorrer a cada seis meses, sem adiamentos. Para Nelly, o contato periódico com o especialista é fundamental para a saúde bucal do paciente. “No consultório a melhor técnica, a melhor escova, o jeito certo de passar o fio dental e a pasta ideal serão indicadas de acordo com as necessidades individuais. Portanto, uma avaliação profissional é sempre o melhor  caminho para se ter uma boa higiene oral”, diz a especialista.
Escovação
A escovação dos dentes deve acontecer sempre após as principais refeições, nunca se esquecendo da mais importante de todas; a noturna. “Se você escovou os dentes após o jantar, mas comeu alguma coisa depois, é importante que repita a escovação, porque durante a noite a quantidade de saliva diminui e o risco da ocorrência de cárie aumenta”, diz Nelly.

A troca da escova
Quando o assunto é escova de dente, a primeira coisa para se preocupar é em utilizar a mais adequada. Nelly recomenda aquelas com cerdas macias (para não machucar a gengiva) e com a cabeça proporcional ao tamanho dos dentes (para alcançar todos eles). “A escova deve ser trocada a cada três meses no máximo. Para saber o momento certo da troca, basta observar as cerdas, que devem estar íntegras e no formato original”, diz a especialista.
Para prolongar a vida útil da escova, é importante lavá-la e secá-la bem após a utilização. Manter sua cabeça protegida por um protetor plástico para impedir a proliferação de germes e bactérias também ajuda. Além disso, recomenda-se sempre trocar de escova após uma gripe ou infecção de garganta, para diminuir o risco de uma nova infecção através das bactérias que podem permanecer na escova.

A importância do fio dental
O uso do fio dental deve acontecer sempre após a utilização da escova de dente, ou seja, depois das refeições “O fio dental é indispensável em toda higiene oral, pois a escova não consegue alcançar as regiões entre os dentes, onde a placa bacteriana facilmente se fixará. E não deve ser substituído por palitos de dentes ou qualquer outro artefato”, diz Nelly.

Limpador de língua
A limpeza da língua é fundamental para eliminar germes e bactéria da boca. Portanto, os limpadores linguais devem fazer parte de toda escovação. “Escovar os dentes e a língua significa mais do que só evitar cáries e doenças gengivais. Em geral a cavidade oral tem centenas de bactérias, fungos, protozoários e vírus, todos esses hospedeiros buscarão o melhor local para não ser incomodados,  fixando-se especialmente nos espaços entre os dentes, gengivas e na língua”, diz a especialista.

Enxaguantes?
Os enxaguantes bucais não substituem nenhum dos agentes citados acima e seu uso é opcional. “Quando utilizado, deve ser sempre após o uso do fio e da escova. Os que são à base de álcool devem ser evitados, pois além de não trazerem nenhum benefício, causam um ligeiro ressecamento da boca, que facilita o desenvolvimento das bactérias”, diz a especialista.

Clareamento dos dentes
O que vai influenciar a frequência com que o clareamento dental deve ser feito é o tom inicial dos dentes do paciente, o tom desejado e os cuidados ao fim do tratamento. Durante o período de aplicação do gel, o intervalo entre uma sessão e outra deve ser de uma semana. Já o tempo de duração do clareamento pode chegar até dois anos caso o paciente evite alimentos e bebidas pigmentadas e mantenha uma boa higiene bucal.

CONHEÇA RISCOS DE PIERCING PARA SAÚDE BUCAL



Resultado de imagem para piercings na bocaO que é um piercing na boca?
É qualquer tipo de piercing que pode ser na língua, nos lábios ou nas bochechas. Nos anos mais recentes, os piercings na região da boca têm se tornado uma forma de expressão individual. Como o piercing na orelha, os brincos e anéis de metal colocados na boca são de diferentes estilos e compreendem peças como pinos, tarraxas e argolas. Mas o piercing colocado na língua, lábios ou bochechas envolvem riscos maiores do que os colocados na orelha. Antes de perfurar qualquer parte, dentro ou fora da boca, converse com seu dentista.

Quais os riscos deste tipo de piercing?
É possível que você desconheça os efeitos colaterais que um piercing oral oferece. Estes efeitos são:
  • Infecção — A boca contém milhões de bactérias que podem causar infeções depois de um piercing oral. Tocar as partes de metal depois de colocados na boca também torna maior o risco de se contrair uma infecção.

  • Sangramento prolongado — Caso um vaso sangüíneo seja perfurado pela agulha durante o procedimento de colocação, pode haver um sangramento difícil de ser controlado com perda excessiva de sangue.

  • Dor e inchaço — São sintomas comuns de piercing na boca. Em casos mais sérios, se a língua inchar demais, poderá fechar a passagem de ar e dificultar a respiração..

  • Dentes danificados — contact O contato com a jóia pode danificar o dente. Dentes com restaurações – por exemplo, coroas ou jaquetas – também podem ser danificados pelas peças de metal.

  • Ferimento na gengiva — As peças de metal não só podem ferir o tecido da gengiva que é sensível, mas também podem causar retração gengival. A retração gengival tem aparência desagradável e torna seus dentes mais vulneráveis a cáries e a periodontite.

  • Interferência com a função normal da boca — As jóias aumentam a produção de saliva, impedindo que você pronuncie corretamente as palavras e também dificultam a mastigação.

  • Doenças transmissíveis pelo sangue — O piercing da boca foi identificado pelo Instituto Nacional de Saúde como uma possível forma de transmissão da hepatite B, C, D e G.

  • Endocardite — O piercing oral pode causar endocardite, que é a inflamação das válvulas e dos tecidos cardíacos. A ferida causada pela perfuração dá às bactérias da boca a oportunidade de entrar na corrente sangüínea, podendo chegar ao coração.

Quanto tempo dura um piercing?
Se você não contrair nenhuma infeção e seus piercings orais não interferirem com as funções normais da boca, podem ser usados de forma permanente. Mas, não deixe de ir ao dentista se sentir qualquer tipo de dor ou algum outro problema. Por causa dos riscos envolvidos mesmo depois que a ferida da perfuração desaparece (como é o caso de engolir peças soltas ou danificar os dentes), a melhor coisa é não fazer piercing oral.

JÁ EMPRESTOU ESCOVA DE DENTE? VEJA O RISCO QUE PASSOU


  Com o convívio diário, acaba sendo inevitável que casais, amigos ou pais e filhos dividam algumas peças de roupas, objetos ou até mesmo itens de higiene pessoal. Embora muitas vezes seja uma atitude de carinho ou conveniência, essa prática pode trazer problemas para a saúde de todos os envolvidos.  E não é diferente com o uso da escova de dente.
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Ao emprestar sua escova para outra pessoa, acontecerá a infecção cruzada, ou seja, você estará passando suas bactérias adiante e recebendo outras de volta.
Como já diz o nome, a escova de dente é um item de higiene pessoal, portanto não deveria ser usado por outras pessoas, seja quem for. A escova tem a função de remover a placa bacteriana da boca e, portanto, mesmo com o enxágue, alguns microrganismos vão permanecer nas suas cerdas. “Ao emprestar sua escova para outra pessoa, estará acontecendo o que chamamos de infecção cruzada, ou seja, você estará passando suas bactérias adiante e recebendo outras de volta”, diz Breno Nantes, cirurgião-dentista formado pela USP.
Porém, Breno garante que, embora deva ser evitado, esse hábito entre adultos não traz problemas muitos sérios. “Quanto mais pudermos evitar esse empréstimo da escova, melhor para nossa saúde bucal. Mas essa infecção cruzada também acontece de várias outras formas sem grandes danos a saúde bucal. Por exemplo, durante um beijo na boca ou ao dividirmos alimentos ou talheres com outras pessoas”, diz.

Saliva dos pais x crianças 

Porém, quando essa divisão da escova de dente é feita entre pais e filhos, existe um risco maior para a criança. “Os tipos de bactérias que existem na boca dos adultos são diferentes dos da criança, e esse uso compartilhado de escova pode favorecer um contato antecipado com bactérias que não são da microbiota (conjunto de microorganismo) normal da criança”, diz Cássio Fornazari Alencar, odontopediatra.
Caso essa troca seja inevitável, existem alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a infecção cruzada. “Embora não seja 100% eficaz, vale usar soluções antissépticas para limpar a escova ou lavá-las bem em água corrente e, se possível, quente para evitar possíveis contaminações”, diz Breno.

Porém, para Cássio, no caso das crianças, a possibilidade de uma contaminação não vale o risco. “Hoje sabemos que a desorganização da placa bacteriana já é suficiente para que não ocorra a cárie, então em uma falta de escova momentânea, deve-se utilizar uma gaze ou uma fralda com a pasta para esfregar os dentes da criança”, diz o especialista.

COMO OS ADOLESCENTES PODEM MANTER DENTES SAUDÁVEIS E BRILHANTES?



  1. NOTÍCIAS 


A melhor maneira de se ter dentes saudáveis e um sorriso bonito é continuar com os bons hábitos de higiene bucal adquiridos na infância. Independentemente do uso de aparelhos ortodônticos, o importante é:
  • Escovar os dentes no mínimo três vezes ao dia usando um creme dental com flúor, para remover a placa bacteriana, que é a principal causa da gengivite e das cáries.
  • Usar fio dental diariamente para remover a placa bacteriana instalada entre os dentes e sob a linha da gengiva. Se a placa não for retirada diariamente, pode endurecer e formar o tártaro, uma substância amarelada e de aparência desagradável.
  •  Consultar o dentista periodicamente para um exame profissional detalhado e uma limpeza ou profilaxia.
Uma boca asseada e bem cuidada não somente prolonga a vida dos dentes como também faz o indivíduo se sentir bem, com hálito fresco e um sorriso mais bonito.

Sobre que assuntos especiais, relacionados com os dentes, os jovens deveriam estar informados?
Problemas dentários podem acontecer na adolescência e, infelizmente, eles realmente acontecem. Com mais informações sobre temas que afetam a saúde bucal, as escolhas se tornam mais fáceis.

  • Ortodontia — Muitos adolescentes e pré-adolescentes precisam usar aparelhos para corrigir os dentes mal posicionados ou muito juntos, e o mau alinhamento das arcadas. É mais difícil cuidar de dentes que não se ajustam bem. Esses dentes correm o risco de precisarem ser extraídos e causam um esforço extra nos músculos da mastigação. A avaliação de um Ortodontista poderá determinar se você precisa usar aparelho e qual o tratamento correto. O uso de aparelho exige uma escovação ainda mais rigorosa.

  • Protetores bucais —Se você pratica esportes, estes protetores são indispensáveis para proteger seu sorriso. Os protetores bucais geralmente cobrem os dentes superiores e são feitos para evitar que eles sejam traumatizados, que os lábios sofram cortes ou que outros possíveis danos ocorram na sua boca. Se você usar aparelho ortodôntico ou prótese na arcada inferior, seu dentista poderá sugerir que você também use um protetor para os dentes inferiores.

  • Nutrição — A alimentação tem um papel fundamental na sua saúde bucal. Os açúcares e amidos em muitos alimentos e bebidas contribuem para a formação da placa bacteriana, que destrói o esmalte do dente. Reduza a ingestão de lanches e refrigerantes. Cada vez que você consome alimentos e bebidas que contém açúcar ou amidos, os ácidos atacam seus dentes durante 20 minutos ou mais. A adoção de uma dieta equilibrada, baseada nos cinco grupos de alimentos, pode fazer uma grande diferença para a saúde de sua boca. Como lanche, escolha alimentos nutritivos, como, por exemplo, queijo, verduras cruas, iogurte natural ou frutas.

  • Fumo — Se você não fuma ou nem mastiga tabaco, resista e não comece com esses hábitos. Eles podem manchar seus dentes e gengivas, tornar mais forte a mancha do tártaro que se acumula nos dentes e produzir mau hálito, além de outros problemas de saúde. Com o passar do tempo, o fumo e o hábito de mastigar tabaco aumentam o risco de gengivite e câncer na boca. Se você faz uso do tabaco, informe seu dentista e seu médico e avise-o se houver qualquer problema bucal.

  • “Piercing” na boca — apesar da sua popularidade, este tipo de “piercing” pode causar complicações tais como infecções, sangramento incontrolável ou danos a um nervo. Você também corre o risco de engasgar com os pinos e argolas. As jóias de metal podem danificar seus dentes e sua gengiva. Se estiver pensando em fazer “piercing” oral, fale com seu dentista. Ele poderá ajudá-lo a fazer uma escolha mais segura.

  • Distúrbios alimentares — a bulimia (comer demais e vomitar) e a anorexia (medo excessivo de ganhar peso que, muitas vezes, resulta em vômitos) são problemas graves de saúde que afetam diretamente a aparência dos dentes, corroendo o esmalte. O dentista pode corrigir o esmalte deteriorado, mas não pode tratar o distúrbio alimentar, que pode levar ate à morte e deve ser tratado com um psicólogo. Se você tem – ou acha que tem – um distúrbio deste gênero, fale com seu médico.

O que fazer para deixar meus dentes mais brancos?
Uma boa limpeza ou profilaxia, feita por seu dentista, remove a maior parte das manchas externas causadas pelos alimentos e pelo tabaco. O uso de um creme dental branqueador especial também pode ajudar a remover estas manchas até o momento da sua próxima consulta. Se seus dentes estiverem manchados há muito tempo, é possível que você tenha que fazer um tratamento profissional para branqueá-los.
As manchas internas podem ser branqueadas ou recobertas (coroa). Todos estes métodos são seguros e trazem bons resultados. Seu dentista poderá recomendar o tratamento apropriado que depende do estado dos seus dentes e dos resultados desejados.



COMO MANTER OS DENTES E A GENGIVA SAUDÁVEL ATRAVÉS DE UMA BOA ALIMENTAÇÃO.


31 de Março, é dia da saúde e nutrição.

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  Escova, pasta de dente e fio dental são indispensáveis para ter dentes saudáveis. Mas se engana que pensa que eles são os únicos aliados da saúde bucal. Ter uma boa alimentação é mais do que satisfazer a fome. Uma alimentação baseada em boas escolhas fornece nutrientes que participam da manutenção da saúde do nosso organismo. Ter uma boa alimentação é atender as necessidades para uma vida longa e saudável. Uma boa alimentação também é fundamental para deixar os dentes e a gengiva saudáveis, sem contar que os benefícios vão além dos dentes e da gengiva, e sim para todo o corpo, uma alimentação saudável é importante sim.


Confira algumas dicas importantes:
– A falta de vitamina C causa sangramentos das gengivas e diminuição da massa óssea, o que pode levar a perda dos dentes, mas não exagere no consumo de alimentos ácidos – como laranja e o abacaxi que são ricos em vitamina C – O excesso pode causar desmineralização e deixam o dente mais poroso. Evite o contato direto com os dentes, use canudinhos. Ou após o seu consumo, é importante um bochecho com agua pura, ou até mesmo tomar para neutralizar o acido. Evite a escovação logo após o consumo de frutas que contenham vitamina C, pois o atrito da escova com o esmalte descalcificado faz com que ele se desgaste mais.
 – As mastigações de alimentos ricos em fibras contribuem para a saúde gastrointestinal, e tem a capacidade de promover a “autolimpeza” dos dentes, evitando a formação da placa bacteriana, causadora de carias e gengivite. Alimentos como a maça e a pera, podem substituir doces bem açucarados, os principais responsáveis pela caries.
– O cálcio presente no leite e derivados dele é essencial para garantir ossos fortes e saudáveis. E o mesmo vale para os dentes. Mas o leite não é a única fonte de cálcio. Folhas verdes escuras, como a couve podem compensar a demanda. Especialmente pra quem não gosta ou não tolera lactose.
– O consumo de agua (com gás ou não) é importante para eliminar detritos, açucares e ácidos. A água de grandes cidades costuma ser fluoretada, que reforça a resistência do esmalte do dente, que quando ingerido durante a formação dos dentes (até os 12 anos), torna-os mais resistentes a caries por toda a vida.
– Chiclete sem Açúcar entre as refeições estimula a formação de saliva, contribuindo para a limpeza dos dentes, quando providas de xilitol (adoçante que ajuda o processo de remineralizarão dentaria, contribuindo para a longevidade e proteção dos dentes, confira no rotulo) são mais valiosas.
– A mastigação de alimentos crus, como maçã, geralmente é utilizado mais força da mandíbula e do maxilar. Essa força deixa os ossos que sustentam os dentes mais fortes, garantindo firmeza a eles. Mas alimentos mais difíceis de mastigar, como a carne também cumpre o papel.
– A vitamina D é conhecida por sua atuação na absorção dos minerais, como o cálcio e o fosforo, relacionados à formação óssea. A vitamina D aumenta a eficiência da absorção intestinal de cálcio em até 40% e a de fosforo em 80%. Essa influencia também aparece na arcada dentaria, onde a vitamina D ajuda na fixação do cálcio nas bases ósseas e dentarias.